segunda-feira, agosto 20, 2007

(Comentário) Partido

Partido... partido. Sinto-me partido. Por dentro e por fora. Num momento apenas. Infeliz. Daqueles que nunca deveriam acontecer. Hoje estou partido. Em tantos pequenos pedaços, que nenhuma forma me ocorre para os juntar.

Perdi o sol, o Norte, o rumo. Mesmo que apenas por momentos. E hoje larguei-os. Tive de os largar. Sem antes sequer lhes ter enchido a alma. E foram. Não sei se vazios, se cheios, se apenas meio-cheios. Mas foram. Tiveram de ir. E foram.

Hoje sinto-me partido. Todo. Corolário de oito meses. Tão maus. Com tanta maldade. Com tanta perda. Abandono. Injustiça. Ingratidão. Egoísmo. Incompreensão. E o momento. Não pára. Como o abutre. Insiste. Sente o medo. O cansaço. E espera. E volta.

Hoje estou partido. Partido. Mas não quero perder a minha luz. A única que insiste em me guiar. Não me ocorre o porquê. Sei-o, mas tenho medo de não lhe entender hoje a sua verdade. E insiste em estar presente, mesmo longe, tão longe, e em contrariar todo este terramoto, em me agarrar à vida. Por mim. Apenas por mim.

(como eu te quero minha luz, como eu te quero...)

Hoje preciso de me ler. De me reler vezes sem conta. E de me reencontrar outra vez.

domingo, agosto 19, 2007

(Pensamento) Egoísmo

Há pessoas que se portam como as esponjas: absorvem muito e pingam pouco.

sábado, agosto 18, 2007

(Comentário) Aconchego

Quero estar bem aconchegado no teu coração. Como tu estás no meu.

sexta-feira, agosto 17, 2007

(Pensamento) Atitude Certa

Se temos tantas vezes de lutar contra as adversidades da vida, porque não fazê-lo da forma que custa menos?

(Comentário) O Um Perfeito

És minha. Minha. Só minha.
Sou teu. Teu. Só teu.
Eu e tu.
Dois, num um perfeito.

quinta-feira, agosto 16, 2007

(Dissertação) Vidas Diferentes

Gostava de começar por tipificar a vida em apenas dois tipos abrangentes. Todos nós temos vidas diferentes, mas, na sua essência, prefiro pensar, para o tema que vamos abordar, que existem apenas dois tipos de vida: uma mais cinzenta, previsível e cansativa pelo seu vazio, e outra, bem mais colorida, cheia de acontecimentos e de desafios que aumentam o nosso conhecimento. Chamemos-lhes a Previsível e a Repleta.

Desde os primeiros anos de vida que o dia-a-dia de uma criança é feito de descobertas e experiências novas. E estas sensações prolongam-se normalmente até à idade da adolescência.

Após a adolescência, altura em que é mais previsível uma vida repleta de emoções, alguns adultos tendem a diminuir a sua capacidade criativa à medida que envelhecem, concentrando os seus esforços apenas na sua actividade profissional e ocupando o resto do tempo numa permanência muitas vezes quase que obrigatória junto da família (o que é diferente de dizer em família).

Transformaram as suas vidas em algo de mais rotineiro, mais certo, mais rectilíneo, mais expectável e por isso mesmo, menos oscilante. Encaixaram-se na tipificação Previsível.

Quanto a mim, muitos foram sendo aniquilados pelo medo do “novo”, porque o “novo” pode colocar em causa tudo o que está dado como certo e adquirido até ao momento. Esqueceram-se que viver por viver nem sempre é viver.

Do “outro lado” da vida, existem adultos que preenchem a sua vida com diversas actividades para além da actividade profissional e da vida familiar. Estão na tipificação Repleta.

Dedicam-se muitas vezes à cultura (pintura, escrita, leitura, música), aos desportos (ténis, futebol, natação), às viagens e aos trabalhos manuais (jardinagem, olearia, bricolage), entre outras actividades possíveis, enfrentando muitas vezes grandes desafios de pesquisa para ultrapassar dificuldades, à medida que o seu conhecimento aumenta.

São por vezes pessoas auto-didactas, que aprendem por si e para si, para seu único prazer. E, nessa busca incessante de auto-conhecimento, estabelecem métodos, objectivos, caminhos e fórmulas alternativas para superar os desafios.

Tornam-se normalmente, pessoas extrovertidas e optimistas, com uma grande dose de auto-confiança e um carisma distinto. São pessoas com vidas preenchidas, plenas.

Temos então os Previsíveis, os que se acomodam à vida que têm, sem sequer perceberem que o comodismo também é uma espécie de sinónimo de desistência.

Quem se acomoda desiste muitas vezes de viver. Passam a estar apenas vivos, o que não significa exactamente viver.

Quantas pessoas não se acomodam a ideias feitas e a chavões para justificarem perante eles próprios a sua desistência de algo?

Porque para muitos é sempre mais fácil desistir do que ter de lutar por algo, ainda para mais quando o resultado de uma luta e de um enorme esforço, pode ser exactamente igual ao da desistência – a perda.

Quem pretende garantir já hoje que algo possa resultar no futuro, não percebeu ainda a essência de viver: o Aqui e Agora.

É imprescindível perceber a impossibilidade de garantir um futuro sem actuar no Aqui e Agora, pela simples razão de que o futuro não pode ser nunca garantido – mas ele pode ser trabalhado a todo o momento, no Aqui e Agora – e isso dá trabalho, muito trabalho, não oferecendo garantias para além da consciência de se estar a tentar.

É também essencial encarar o “novo” como um desafio e não como uma ameaça a um aparente bem-estar. O homem pode ser considerado maduro quando reconhece que é o único responsável pelo que lhe acontece. E o que lhe acontece deveria estar sempre relacionado de alguma forma com o “novo”.

Os homens Previsíveis tendem a justificar o fracasso com factores externos, com coisas que não podem controlar. Mas, na maioria dos casos, os insucessos são fruto das suas próprias desistências.

Alguém se revê nas frases “deixei de acreditar que esta relação possa dar certo”, “deixei de acreditar que este emprego me dê futuro” ou “deixei de acreditar na vida que levo”?

Na grande maioria dos casos, o fracasso acontece porque focamos as nossas expectativas apenas no que a outra parte pode fazer, esquecendo-nos da contribuição que nós próprios poderíamos e deveríamos ter dado.

É uma postura egoísta, que conduz invariavelmente ao fracasso mas que, curiosamente, não costuma causar grandes danos em quem perde. E porquê?

Porque se arranjam as defesas necessárias para culpar factores externos, como os outros, as circunstâncias ou a falta de meios.

Em contrapartida, são pessoas Repletas, com uma vida mais colorida e mais cheia de acontecimentos, as que atingem o sucesso.

E a grande diferença normalmente reside em dois factores: na atitude e na capacidade de perceber que somos nós próprios os únicos responsáveis pelo que nos acontece, a que chamo maturidade.

A atitude certa leva-nos sempre a ser mais persistentes e mais perseverantes, leva-nos a acreditar mais e a não desistir enquanto sentirmos que algo ainda depende de nós.

A maturidade dá-nos a capacidade de perceber que somos nós próprios os únicos responsáveis pelo que nos acontece.

Sem desculpas externas às quais recorrer, sem desculpas que nos possam iludir sobre a responsabilidade do fracasso, a nossa forma de agir fica mais orientada para o sucesso, muitas vezes porque é apenas o único caminho que nos resta.

quarta-feira, agosto 15, 2007

(Poema) Será Que Um Dia?

Será que um dia
te arrebato a voz e o olhar?

Será que um dia
te arrebato a alegria e o cantar?

Será que um dia
te arrebato o sol e o luar?

Será que um dia
te arrebato o amor e o pulsar?

Será que um dia
te arrebato a beleza e o brilhar?

E será que um dia te arrebato mesmo
o coração, o corpo, a pele e a alma
e te levo comigo ao altar?

terça-feira, agosto 14, 2007

(Pensamento) Nascer de Novo

Às vezes resta-nos apenas nascer de novo. É que nem sempre a bonança se sucede à tormenta.

(Comentário) Um Pouco de Tudo

Rezo para que consigas ser sempre um pouco de tudo para mim:

de santa a prostituta,
de corajosa a medricas,
de sabichona a inocente,
de forte a fraca,
de queque a freak,
de suave a quente,
de conservadora a arrojada,
de fina a rameira,
de comedida a contestatária,
de educada a reles,
de confiante a ciumenta,
de mulher a amante.

Um pouco de tudo, só para mim.

segunda-feira, agosto 13, 2007

(Comentário) Até Final

Vais estar sempre comigo. Guardada. Junto do meu coração. Até final dos meus dias.

domingo, agosto 12, 2007

(Pensamento) Descobrir as Palavras

Encontrem textos especiais. Procurem. E leiam-nos muitas vezes. Procurem neles a essência das palavras. Não fiquem apenas com a ideia do que transmitem. Aprendam a descobrir as palavras porque, em parte, são elas que nos dão vida.

(Comentário) Luz Cometa

Tu sabes que és uma pessoa má, desonesta e com mau carácter aos meus olhos. Mas ontem, e apenas por um momento, foste a luz cometa que me acalmou. E só por esse momento mágico eu te agradeço do fundo do coração.

sexta-feira, agosto 10, 2007

(História) Duas Verdades, Ambas Erradas

Numa relação a dois, a forma como ambos se entregam desde o início, é muitas vezes determinante para o seu desfecho.

Vamos analisar uma pequena história onde ambas as conclusões, retiradas por cada um dos intervenientes no fim da relação, são verdade para cada um deles, mas ambas são erradas num contexto global de sentimento envolvido.

A história reza assim:

Uma menina e um menino gostavam muito um do outro. Pareciam até feitos de propósito para aquela relação. Ambos se amavam muito e ambos estavam certos de que tinham encontrado a sua alma gémea.

Mas a menina, porque no passado já tinha amado e por isso mesmo também já tinha sofrido muito, optou desta vez por uma atitude mais segura e comedida (achava ela).

A menina, com medo de dar tudo o que era, com medo de abrir totalmente o seu coração e se magoar depois, optou por dar a conhecer apenas uma parte de si, ser apenas pela metade, defendendo-se assim de um possível fracasso.

Não se envolveu na totalidade, não deu todo o amor que tinha dentro de si, controlou com a razão de quem sabe o que é sofrer, a emoção de tudo o que tinha para dar.

Sabia que assim, se a relação não vingasse, não sofreria também tanto como no passado porque o seu envolvimento estava agora mais controlado, mais racionalizado.

O menino, que desde o primeiro momento abriu o seu coração a este amor, sem medos, sem barreiras e sem fantasmas, cedo começou a perceber que afinal a menina não se entregava da mesma forma que ele, estava muitas vezes não estando e com isso não conseguiam criar uma ligação forte de união, de cumplicidade.

O menino não procurava uma relação qualquer. Procurava antes uma relação especial e única. Abandonou assim a menina, por concluir que se enganara nas características da menina que havia escolhido.

Conclusão:

A menina era de facto especial, única. O menino também. Estavam feitos um para o outro, na perfeição.

A menina, para se defender, deu apenas parte de si. A relação ao não resultar, só lhe deu razão: não sofreu tanto e como tal, tinha-se protegido. Tomou a sua decisão como certa, como a sua verdade e a partir deste momento passou a guiar-se por este tipo de postura, mais racional.

O menino concluiu que a menina afinal não era aquilo que parecia ser. Era uma pessoa mais calculista, mais racional do que ele e com dificuldades em criar uma comunhão, uma cumplicidade.

Era um amor morno, que o menino recusou. Concluiu que aquela menina não era quem procurava, porque não tinha a capacidade de dar. E esta ficou a ser a sua verdade, também correcta, face aos factos de que dispunha.

O menino e a menina nunca mais namoraram e suas vidas separaram-se em definitivo.

A menina deu metade, para se defender. Não sofreu. O menino conheceu metade da menina como se fosse parte inteira. Não a quis. Tanto um como outro decidiram função das suas verdades.

Foram duas verdades, ambas erradas, que os afastaram de vez.

sexta-feira, agosto 03, 2007

(Pensamento) Semear

A vida tem tudo para ser bonita, alegre, intensa, cúmplice e plena.

Cabe a cada um de nós saber o que quer semear em conjunto com o seu par. Mal ou bem, as decisões cabem apenas a cada um de nós. E serão elas que ao longo do tempo farão da relação algo de especial ou de banal.

quinta-feira, agosto 02, 2007

(Pensamento) Fácil e Difícil

Por vezes é fácil começar mal. Mas depois é difícil torná-lo bonito.

(Comentário) Apneia

Já não respiro na tua ausência.
Não morri antes
porque me ensinaste a fazer apneia.
Mas não durmo...
Voa para mim, vem no vento.

(Poema) Para Mim

Perdoa-me a hora...
mas não mais ficarás atrás de ninguém.

Para mim,
vales todos os riscos.
Para mim,
vales todo o tempo de espera.
Para mim,
vales todas as insónias.
Para mim,
és a mais perfeita das mulheres.

Os meus olhos também são só teus...
como tudo o resto.
Amo-te.

E não interpretes de forma leve
todas as palavras que te dou.
Elas saem do fundo de mim.

quarta-feira, agosto 01, 2007

(Comentário) Esquecimento

Sinto algo de muito forte por ti.
Mas não me lembro do nome...

(Pensamento) Cuidar

Cuidem bem de tudo o que conseguirem construir. Com humildade, com tenacidade, com paciência e com dedicação. Todos os dias. Lembrem-se sempre que em apenas um momento se consegue destruir o que levou uma vida a erguer.

(Pensamento) Aposta

Quando tiverem de apostar em alguém, apostem forte. Muito forte. Aqui a sorte não gosta de meias medidas.

sábado, julho 28, 2007

(Poema) Caminho

Vamos juntos descobrir o caminho
para uma vida realmente mágica
e mesmo que o medo tome conta de ti
não temas, porque estarei sempre aqui.

Vamos juntos descobrir o caminho
cuidando bem de cada sentimento
e se eu te falar da minha solidão
abraça-me com força, junto do teu coração.

Vamos juntos descobrir o caminho
com esforço, humildade e paciência
e se descobrires tudo aquilo com que sonhei
escolhe apenas um, e faz dele a nossa lei.

Vamos juntos descobrir o caminho
com respeito pelas nossas diferenças
e quando aos teus olhos estiver velhinho
cuida de mim, com muito carinho.

Vamos juntos descobrir o caminho
para aquele lugar especial
e se um dia a minha mão te faltar
não me julgues, ensina-me a amar.

E ainda que teus planos sempre me incluam
e que estejas comigo até final dos dias,
vamos levantar os olhos devagarinho
porque vamos descobrir juntos o caminho.

segunda-feira, julho 23, 2007

(Poema) Quem És?

Quem és?
que me tira o sono, a tristeza,
o frio, a dôr e a fraqueza?

Quem és?
que me tira o medo, a desilusão,
a desconfiança, a lágrima e a agitação?

Quem és?
que me tira o choro, o acomodar,
a chuva, a inércia e o agonizar?

Quem és?
que me tira a pedra, a escuridão,
o preto, a nuvem e a destruição?

Quem és tu?
Princesa de luz,
dona do belo, do perfeito e do castelo?

Quem és tu?
fada do sonho,
dona do ideal, do tempo e do cardeal?

E quem és tu?
sereia do mar,
dona da pureza, da candura e da realeza?

E porque um dia
nossas mãos se tocaram,
nada mais será ilusão.
Hoje somos duas almas,
amanhã apenas um coração.

domingo, julho 22, 2007

(Pensamento) Anjos

Há anjos que nos guiam
e há anjos que nos ajudam...

mas há anjos, aqueles anjos,
que toda a nossa vida mudam.

Premonição?

sábado, julho 21, 2007

(Poema) Sonhos

Gostava que para tudo
existisse um início
e que nada fosse em vão,
um desperdício.

Gostava que as palavras
começassem a fazer sentido
contigo a meu lado,
comigo.

Gostava que todas as lágrimas
tivessem um propósito, um fim
por te saber ali,
por mim.

Gostava que os sorrisos
passassem a ter uma direcção
naquele lugar só teu,
no coração.

E gostava que todos os sonhos
se iniciassem apenas agora
para mim e para ti,
nesta hora.

(Poema) Dia do Fim

Sarem-se as feridas
porque o novo dia nasceu!
Arrumem-se os lenços
porque a dor antiga morreu!

Guardem o preto
porque o sol começou a brilhar!
Queimem o passado
porque uma fada está a chegar!

Encham o peito
porque nada mais vos atrofia!
Procurem o sorriso
porque vem aí alegria!

Saiam à rua
façam isso por mim,
levantem a voz
porque hoje é dia do fim!

(Poema) Quando as Palavras Faltam

É triste
quando já nada queremos falar
e quando deixamos tudo acabar.

É triste
quando não estás mais por mim
e quando já não me importo que seja assim.

É triste
quando tudo parece doer
e quando tudo começa a morrer.

É triste
quando sobre nós erguemos um muro
e quando com ele matamos o futuro.

E é triste
quando as lágrimas já não saltam
e quando até já as palavras faltam.

terça-feira, julho 17, 2007

(Poema) No Tempo dos Segredos

No tempo em que as palavras se sussurravam,
lentamente, escondidas num quase silenciar...

No tempo em que as mãos se tocavam,
suavemente, protegidas pela luz do luar...

No tempo em que os corpos se amavam,
calmamente, num profundo abraçar...

No tempo em que tudo era tão perfeito,
consequente, leve e belo como o mar.

Eu vivi... sim, eu já vivi,
no tempo dos segredos.

sábado, julho 14, 2007

(Poema) Cansado

Cansado...
da desilusão
da inoperância
da impotência
da ingratidão.

Cansado...
da injustiça
da ignorância
da prepotência
da preguiça.

Cansado...
da discussão
da palavra
do silêncio
da solidão.

Cansado...
da compaixão
da mulher
do sonho
da ilusão.

Cansado.

(Poema) Silêncio

Silêncio... sempre o silêncio,
sem a palavra, sem o berro
e sem a discussão.

Silêncio... sempre o silêncio,
sem o diálogo, sem o acordo
e sem a expressão.

Silêncio... sempre o silêncio,
sem o grito, sem a controvérsia
e sem a opinião.

Silêncio... ainda o silêncio,
sem o som, sem a pronúncia
e sem a entoação.

Apenas o silêncio.
Haverá desprezo maior para oferecer?

quinta-feira, julho 12, 2007

(Pensamento) Na Tua Mão

Lembra sempre que a tua vida
é das poucas coisas que realmente está na tua mão,
pensa mesmo que como poucas coisas neste mundo estão.

quarta-feira, julho 11, 2007

(Poema) Humanismo

Penso muito...
coisas perdidas...
soltas, sem ligação.

Vejo-me num mar...
repleto de ideias...
loucas, sem razão.

Queria sair...
esvaziar o mundo...
todo, sem compaixão.

Voarei um dia
para longe do pragmatismo,
serei apenas sonho,
ideal e humanismo.

segunda-feira, julho 09, 2007

(Poema) O Escolhido

Pensei-te luz, côr e luar
procurei um sinal de ti,
imaginei-te num sorriso
que quero acreditar já o vi.

Senti a tua respiração
e o cheiro do teu perfume,
perdi noites para te criar
num quente e brando lume.

Vi teu sorriso e teu olhar
concebidos pela minha ilusão,
espero agora o nosso encontro
e a nossa noite de paixão.

Eis que finalmente chegaste
e aqui te quero sempre por perto,
pois eu sou aquele, o Escolhido
para saberes se te sou o certo.

sábado, julho 07, 2007

(Pensamento) Incapacidades II

Estamos incapazes quando para nós tudo já é problema e fardo pesado.

Estamos incapazes quando não sentimos vontade de ultrapassar quaisquer dificuldades ou obstáculos.

Estamos incapazes quando tudo o que é pequeno se transforma em restrição.

As incapacidades são sempre evitáveis com a atitude certa. Cabe apenas a nós mesmos não nos deixarmos cair nelas.

quarta-feira, julho 04, 2007

(Poema) Pintura de Palavras

Pedi-te um texto
porque teu dom tem lápis e papel,
mas dizes-me que apenas desenhas
com cores suaves, em tons pastel.

Chamas-me de intenso e expressivo
dizes que pinto com as vogais
e que com a pena a que dou uso
dou corpo à alma dos demais.

Sei-te requintada e bonita
como a tua fonte de inspiração,
acabaste por desenhar-me o texto
com um lindo lápis de carvão.

Longe pelo mar
trocamos ideias ousadas,
dominamos a tinta e as letras
juntando as peças procuradas.

E aqui nos cruzamos,
nesta pintura de palavras.

terça-feira, julho 03, 2007

(Poema) Que Fizeste Tu?

Que fizeste tu?
Às fadas, aos princípes e às princesas,
às sereias e aos cavalos brancos armados?
Aos castelos, aos coches e às nobrezas,
aos unicórnios e aos doendes verdes achados?

Que fizeste tu?
À terra, ao sol e ao mar,
ao arco-íris e ao brilho da constelação?
À praia, à maresia e ao luar,
a marte, às estrelas e a plutão?

Que fizeste tu?
Aos sonhos, aos ideais e à emoção,
aos cuidados e ao dever de ali estar?
Aos sentimentos, à crença e à paixão,
às carícias e à benção de um olhar?

Que fizeste tu?

domingo, junho 24, 2007

(Poema) Tudo em Ti

Adoro tudo em ti...

As tuas feições,
os teus traços,
as tuas mãos e braços.

O teu requinte,
a tua inteligência,
a tua calma e paciência.

A tua postura,
os teus sabores,
os teus cheiros e odores.

A tua sensibilidade,
os teus gemidos,
os teus gestos queridos.

Adoro tudo em ti...

A tua atitude,
a tua fragilidade,
a tua pureza e verdade.

Os teus sonhos,
os teus anseios,
as tuas expectativas e receios.

O teu pulsar,
a tua imaginação,
o teu humor e preocupação.

O teu corpo,
os teus peitos,
as tuas virtudes e defeitos.

... tudo em ti.

(Dissertação) Crianças Especiais

Há mesmo crianças especiais. Crianças que por um qualquer acaso na gestação, nasceram diferentes de todas as outras.

Curiosamente, sempre estive muito próximo delas. Porque convivi aqui ou ali em pequeno com algumas e porque precisamente nessa altura a educação e intervenção dos meus Pais foi essêncial e determinante na forma como passei a olhá-las.

Nunca desde esse momento as vi como detentoras de algum handicap em relação às outras, mas apenas como diferentes num aspecto concreto, como aliás todos nós, ditos "normais", somos diferentes aqui ou ali dos demais.

Durante todas as etapas do meu crescimento até chegar à idade adulta, a forma de as olhar foi ganhando novas dimensões, tornando-se hoje muito mais globalizadora, encerrando por isso no seu âmbito um conjunto muito mais vasto de meninos e meninas especiais.

E a minha atitude perante estas pessoas passou a assentar numa maior atenção, carinho e cuidado.

Devemos lembrar sempre que alguns dos factores que determinam a nossa auto-estima estão relacionados com os inputs do mundo exterior, ou seja, com a forma como o mundo que nos rodeia interage connosco, uma vez que essa interacção nos pode condicionar a forma como nos vemos em determinados aspectos.

Passei assim a dirigir uma palavra diferente ou piropo apenas às pessoas menos bonitas, às menos magras, às mais inseguras e às especiais, mesmo tratando-se de totais desconhecidas para mim. E sempre recebi delas um enorme sorriso. Eu sei o porquê.

Por coincidência, passei há uns anos por uma experiência determinante no sentido de perceber se esta minha atitude era válida para terceiros apenas, ou se se aplicaria também às futuras pessoas do meu próprio sangue.

Na altura, a médica que me acompanhou informou-me sobre o sindrome de Down, dos riscos reais que existiam e aconselhou-me a pensar nas possíveis acções a tomar a curto prazo.

Não tive dúvidas nenhumas. Não precisei sequer de tempo para pensar. A minha atitude estava cimentada no mais profundo de mim: na minha alma.

Quis aquela criança mais do que tudo e já imaginava até as alegrias que uma criança especial nos concede a nós, adultos.

E aos mais cépticos deixo aqui uma mensagem muito clara: sei do que falo por tudo o que passei e que, por mero acaso e apenas por isso, teve como corolário o nascimento de uma criança perfeitamente "normal", se normal fôr entendido como "não especial".

Aprendi ao longo da vida a admirar as Mães e Pais que aceitaram estas crianças (que as quiseram mesmo) e aprendi a olhar para elas (para as crianças) da única forma que me parece justa.

São crianças por natureza felizes, meigas, atentas, inteligentes no nosso mundo e fieis aos sentimentos.

Nasceram puras como todos nós, mas não se perdem na ganância, no egoísmo e na mentira do mundo dos adultos.

Nascem crianças, mas não passam a vida adulta a querer retornar à sua origem de criança, ou seja, a viver uma vida no Aqui e Agora, pura no sentimento e verdadeira na intenção.

Para elas não há retorno para ambicionar porque vivem em permanente estado de graça.

E por isso as amo, lhes dedico amor e atenção, tento aprender com elas e as considero Especiais.

Sim, porque há mesmo crianças especiais.

sábado, junho 23, 2007

(Poema) Por Fim

O sonho acabou
que mais posso agora dizer?
é que percebi hoje por fim
que esta estrada onde estavam os meus pés
não tem mais caminho para mim.

O meu farol apagou
por onde me vou agora guiar?
é que percebi hoje por fim
que apesar de não saber para onde ir
aquela luz já não me guia a mim.

O meu amparo faltou
a quem me vou agora segurar?
é que percebi hoje por fim
que mesmo querendo uma base para me suster
aquela mão já não está lá mais para mim.

O sonho acabou,
o farol apagou,
e o amparo faltou.
Que mais posso agora fazer?
é que percebi hoje por fim
que esta vida já não é mais para mim.

quinta-feira, junho 21, 2007

(História) Uma Estrela no Céu

Numa terra distante, existente num mundo paralelo ao nosso, vivia um pequeno menino.

Seu corpo habitava a cidade cosmopolita, mas sua alma continuava ligada ao mundo paralelo onde nasceu.

O menino era um menino diferente. Diziam-no todas as pessoas que com ele partilhavam vida no mundo terreno.

Tinha herdado de seu Pai, naquela terra distante, caraterísticas que outros teimavam em chamar de raras e muitas vezes de únicas.

Hoje era dono de uma sensibilidade fora do comum, orientada para os sentidos: para a visão, para o olfacto, para o tacto e para a audição.

Possuía também o dom da palavra, consequência do ser espiritual e intelectual em que se tornara e efeito do legado deixado pelo seu Pai.

Era um ser altruísta: vivia grande parte do tempo para outros, orientando o seu esforço sempre em benefício de terceiros.

Todos o consideravam uma pessoa justa e imparcial e por isso o procuravam de forma constante para ouvir a sua opinião.

Distinguia bem os positivos efeitos imediatístas de uma decisão errada, dos seguros efeitos no longo prazo de todas as decisões acertadas e por este motivo o classificavam como visionário.

Previligiava os diálogos, as actividades músicais, o desporto, a literatura e as artes.

Mas parte da sua vida mundana era passada de acordo com as conformidades e necessidades instituídas pela sociedade que vigorava.

Usava a predominância espiritual e intelectual para colocar magia em todos os campos mais físicos da sua vida. Não imaginava uma qualquer actividade física sem que a mesma fosse controlada pela parte espiritual.

Para ele, a parte física era a parte visível da sua espiritualidade e intelectualidade e como tal um seu reflexo.

Mas nesse seu outro mundo, era um menino muito só. Apesar de querido, admirado e cobiçado no universo feminino, a barreira entre os dois mundos sempre pareceu inviolável.

O menino foi crescendo e em mais de quarenta relações nunca encontrou alguém que conseguisse transpôr aquela barreira, entre o mundo que era apenas dele e o mundo dos mortais.

Aos poucos, foi percebendo então que não estava escrito no seu destino o encontro com a sua verdadeira Princesa.

À imagem do Pai, a sua vida tinha sido resgatada por alguém superior para que pudesse servir um propósito maior: viver em benefício de terceiros.

E assim, tal como o destino tinha traçado, aquele menino, agora Homem, passou a orientar a sua imensa luz na direcção de todos os que o rodeavam, procurando guiá-los na descoberta da alegria, da paz, da tranquilidade e do amor.

Ganhou o menino, agora Homem, e ganhou o mundo mais uma estrela no céu.

quinta-feira, maio 31, 2007

(Poema) Este Vazio

Hoje nada me tira este vazio...
e por vezes é muito difícil habitar com ele.

Vejo uma casa... com alma única
mas sem um corpo comum
e uma vida... com um sentido
mas sem as duas vias.

Hoje ninguém me tira este vazio...
e por vezes é tão difícil habitar nele.

Vejo outra vez uma casa... moderna e bonita
mas sem o verde e a luz
e ainda uma vida... nobre
mas sem um destino final.

Hoje nada nem ninguém me tira este vazio...
que é mesmo tão difícil de habitar.

segunda-feira, abril 23, 2007

(Pensamento) Lembrar o Amor

Lembrar o amor...
não é recordar o que recebemos
mas sim o que demos de nós,
não é recordar o apoio que tivemos
mas sim a ajuda que prestámos,
e não é recordar que estiveram por nós
mas sim que estivemos por alguém.

Lembrar o amor...
não é recordar as desculpas que aceitámos
mas sim pedi-las pelas nossas falhas,
não é recordar que acreditaram em nós
mas sim que acreditamos por alguém,
e não é recordar que não nos abandonaram
mas sim que nós nos mantivemos ao lado.

Lembrar o amor...
não é recordar as surpresas que nos fizeram
mas sim aquelas com que presenteámos alguém,
não é recordar as alegrias que vivemos
mas sim a felicidade que oferecemos,
e não é recordar a atenção que nos deram
mas sim o cuidado que tivemos.

Lembrar o amor...
não é recordar o abandono a que fomos sujeitos
mas sim o abandono a que sujeitámos alguém,
não é recordar a dôr que nos impuseram
mas sim o sofrimento que causámos,
e não é recordar as injustiças de que fomos vítimas
mas sim as injustiças que cometemos.

E honrar o amor
é pedir desculpa a alguém
por não termos estado a seu lado
quando ela mais precisou.

quarta-feira, março 14, 2007

(Pensamento) Perda e Ganho

A vida é uma luta, onde a perda é sempre garantida e de onde, eventualmente, retiramos algum ganho, a espaços.

Senão vejamos:

Todo o tempo que investimos na execução de uma tarefa é tempo que perdemos, deixando de o ter disponível para outras actividades. Mas podemos chegar ao final da tarefa e, eventualmente, ter retirado dali prazer, lições ou até outras formas de olhar determinado assunto. E é precisamente aqui que pode estar o ganho - mas alguns de nós sabem que nem sempre é assim.

Por isso digo que a vida nos garante sempre a perda mas eventualmente, aqui ou ali, nos deixa também retirar um ganho.

Apliquem esta fórmula a tudo e irão perceber onde quero chegar.

Quantos de nós não leram um livro inteiro e no final não o apreciaram? Quantos de nós não tentaram uma reaproximação a alguém que não deu fruto? Quantos de nós não fizeram convites a pessoas que depois não apareceram? E quantos de nós não se envolveram totalmente num projecto que não resultou?

Em tudo a perda é garantida, enquanto que o resultado é sempre incerto.

Assimilem-no bem.

E deixarão de ter medo de perder (porque essa perda é sempre garantida), mas saberão também que só através da perda poderemos retirar o ganho.

A lei é esta e não falha. Nunca.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

(Pensamento) Flores de um Anjo

Meu anjo...

olha bem para as flores que ali colocas como sendo imagem tua.

Observa em pormenor suas pequenas características...
e identifica os seus pontos comuns.

Todas elas irradiam beleza, encanto,
alegria, pureza e paz.

Têm luz, têm brilho...
são simples e tão fortes por isso mesmo.

Não têm artificios,
são directas e tudo está lá...

é assim que te vejo, porque as escolhas são tuas.

E meu anjo...

limpa agora teu rosto,
porque tens um mundo teu para sorrir,
e nunca viveste a escuridão como outros...

agradece a Deus essa luz que te deu,
porque poucos têm a sorte de a verem brilhar em si mesmos.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

(Poema) Terra, Sal e Ar

"Bom dia, Bom dia!",
dizias tu, pequena fada,
a uma alma agora acordada,
"Quero-te aqui!",
e ficavas a olhar...
para ti
fui terra, sal e ar.

"Voa para mim!",
pedias tu, meu encanto,
a um menino em total espanto,
"Estou aqui!",
enquanto tua mão sentia pousar...
para ti
fui terra, sal e ar.

"Dá-me a tua mão!",
desafiavas tu, pequeno anjo,
a um coração em perfeito arranjo,
"Senta comigo na Lua!",
dizias com os olhos a brilhar...
para ti
fui terra, sal e ar.

Hoje não sei do anjo...
e já não o vejo voar...
mas para ti...
sei que fui terra, sal e ar.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

(Pensamento) Natal II

Esta noite...

...esta noite vamos todos parar um pouco. Sem excepção. Param os ricos, os ocupados, os indisponíveis, os importantes, os arrogantes, os distraídos e os de boa saúde.

E vão parar para dedicar um pouco do seu tempo aos que nunca tiveram a sua sorte. Vão parar, para de uma vez por todas perceberem que o Mundo, aquele que Deus criou, foi feito para todos e, assim, entenderem que todos merecem a oportunidade de estarem incluídos num mesmo Mundo, naquele que de alguma forma hoje apenas pertence aos eleitos.

E que nesse espaço têm de caber os excepcionais, os bons, os medianos e os fracos, desde que a atitude de todos seja comum: uma atitude de entrega e de esforço.

A maioria das pessoas que hoje lê esta mensagem está numa posição de poder mudar algo - de dar uma oportunidade a alguém que tem a atitude certa.

Vamos fazê-lo, cada um na sua área de influência.

Não por nós, mas porque um dia poderemos ter um filho que não pertença ao mundo dos eleitos de hoje mas para quem, apesar disso e por ser nosso filho, pretendemos que lhe seja dada uma oportunidade justa.

Nós temos filhos. E não os pretendemos ver excluídos de uma sociedade egoísta e economicista que nós mesmos ajudamos a construir. Cabe-nos a nós ensiná-los a ter a atitude correcta, mas nunca poderemos garantir a sua entrada no mundo dos eleitos.

Para os nossos filhos, essa entrada vai depender de outros, mas estejam certos de que para os filhos desses mesmos outros, essa entrada vai depender de pessoas como nós.

Vamos fazer isso mesmo. Esta noite...

sexta-feira, novembro 17, 2006

(Pensamento) Duas Vidas, Uma Alma Comum

Duas vidas. Duas vidas que se entregam na conquista de uma alma comum.

Raízes diferentes, agora únicas, de mistura.

Misturam tendências, gostos, objectivos e sonhos, comportamentos e formas de estar, posturas e atitudes.

Resultam numa alma. Única. Fonte de inspiração, orientação, Norte, e exemplo para todos os que aí vêm.

Criaram filhos, receberam genros, conheceram netos e viveram alegrias, superaram preocupações, aceitaram desafios, testemunharam conquistas e prezaram amigos. Sempre.

Criaram uma Família. A Família. E com isso geraram a mesma corrente, nas gerações futuras.

Posso até parecer estar de fora, mas sinto-me parte integrante desta Grande Onda, onde se conjugam na perfeição o respeito, a lealdade, a pureza, a amizade, o altruísmo, o empenho e a dedicação.

Que grande lição de Vida. E que grande honra poder vivê-la ao lado do Homem do Leme, feito de duas vidas e de uma alma comum.

segunda-feira, outubro 02, 2006

(Pensamento) Dias Difíceis

Dias Difíceis...

Dias de sombra, de desilusão, de perda e de solidão.

Dias de turbolência, de incerteza, de recolhimento e de pobreza.

Dias de ausência, de prisão, de saudade e de separação.

São dias para parar, para pensar, para definir e para agir.

Dias Difíceis...

Dias de encanto, de regeneração, de anjos e de superação.

Dias de coragem, de nascimento, de atitude e de novo alento.

Dias de luta, de clareza, de fé e de beleza.

São dias para aceitar, para realinhar, para amadurecer e para vencer.

Dias Difíceis... como crescer sem eles?

domingo, setembro 24, 2006

(Pensamento) Fortes e Fracos

Os fortes compreendem, os fracos criticam.

Os fortes assumem, os fracos escondem.

Os fortes ficam, os fracos fogem.

Os fortes empenham-se, os fracos desistem.

Os fortes mudam, os fracos acomodam-se.

Os fortes constroem, os fracos destroem.

Os fortes querem amar, os fracos querem ser amados.

Os fortes querem aprender, os fracos acham que já sabem.

Os fortes encontram soluções, os fracos procuram-nas nos outros.

Os fortes reconhecem, os fracos enganam-se a si próprios.

Os fortes são alegres, os fracos são tristes.

Os fortes sofrem, os fracos fecham-se.

Os fortes atraem, os fracos repelem.

Os fortes agem, os fracos apenas pensam.

Os fortes complementam a acção com a palavra, os fracos encaram a palavra como o motor.

Os fortes equilibram-se na desgraça, os fracos perdem o Norte.

Os fortes olham para a frente, os fracos olham para trás.

Os fortes vivem o presente, os fracos revivem o passado.

Os fortes quebram os laços, os fracos vivem presos nas teias.

Os fortes gritam, os fracos engolem.

Os fortes choram, os fracos fingem.

Os fortes recomeçam, os fracos morrem.

Os fortes vivem na provação, os fracos roubam.

Os fortes perdoam, os fracos vingam-se.

Os fortes pedem desculpa, os fracos não as aceitam.

Os fracos podem sempre vir a ser fortes, mas os fortes nunca mais serão fracos.

sábado, agosto 12, 2006

(Pensamento) Imobilidade

Pouca coisa na vida acontece por acaso. Até a sorte de alguns, por vezes persistente ou mesmo constante, tem por trás uma atitude, uma postura e um acreditar infinito.

Assim, podemos considerar que há sempre um conjunto de factores que se conjugam num determinado momento para que algo aconteça, sendo que pelo menos uma parte desses factores pode ser sempre controlado por nós.

Conheço vidas falhadas e vidas difíceis, encontrando nas pessoas que dela fazem parte, sempre o mesmo conjunto de características determinantes para o insucesso: a apatia, a dúvida, o medo e a insegurança. Em suma, a Imobilidade.

Mas, o bom de tudo isto é que, quando muda a atitude e o empenho, mudam invariavelmente os resultados.

A Sorte e a Bonança sempre se construiram.

segunda-feira, julho 03, 2006

(Poema) Te Quisiera Aquí

Tu has tenido la capacidad de colorear mis dias y mis noches con tu encanto y tu belleza...

Tus palabras me hacen tener mi alma llena y me hacen soñar una otra vez.

Me gustaría compartir contigo mi vida de hoy: mi ciudad, mi casa, mis cosas... todas mis pequeñas cosas, mi paraíso y todo lo que es la vida mia.

Sueño tocar piano para ti... pero no con mis manos, antes con mi alma e mi corazón, llevarte a cenar y quedarme horas, dias, hablando contigo.

Poder mirar a tus ojos y leer lo que dicen en absoluto silencio.

Te quisiera aquí, con corage y confianza de que tenemos una oportunidad de ser dos medias naranjas.

Te quisiera aquí, sí, te quisiera confiando que el destino nos he juntado por alguna razón.

Te quisiera aquí, a mi lado, con la certidumbre de que seríamos, por lo menos, buenos amigos.

Sí, yo te quisiera aquí, conmigo, sin miedo alguno y llena de alegría.

Voy a pedir a Diós que te ilumine y te dé la fuerza y las ganas de pensar en mi propuesta con el corazón... y sólo con el.

... y perdona la hora tan tardia para semejante declaración... pero voy sintiendo que, de alguna forma, me haces falta.

domingo, junho 18, 2006

(Poema) Quisessem Elas

Quisessem mil e uma quimeras que eu por fim te encontrasse
neste mar interminável de rostos sem expressão,
fizessem as trovoadas um mágico acordo com as nossas vidas
para que nos tocássemos no meio de toda a multidão.

Conheço cada traço do teu rosto, conheço de cor os teus olhos,
conheço o toque do teu cabelo e a expressão do teu sorriso,
conheço o som das tuas palavras e a grandeza das tuas opiniões.

Conheço todos os teus pequenos gestos, conheço a tua silhueta,
conheço o toque do teu corpo e a beleza das tuas mãos,
conheço o cheiro que te pertence e a delicadeza das tuas ilusões.

Conheço os teus mais belos sonhos, conheço os teus ideais,
conheço quem ainda procuras e a postura que praticas,
conheço os medos que te atormentam e o pedido das tuas orações.

Sei exactamente como és, apesar de nunca te ter encontrado.

Quisessem mil e um maremotos que eu por fim te tocasse
neste mar interminável de corpos sem expressão,
fizessem os vulcões um poderoso acordo com as nossas almas
para que por fim fossemos um só coração.

E quisessem elas, as quimeras, os trovões, os maremotos e os vulcões que eu, por fim, te encontrasse.

domingo, maio 14, 2006

(Poema) Marte

Marte, Princesa da promessa e do sonho...

Promessas de namoro, namoros de mão dada, na lua, sentados. Namoros alegres, leves e firmes. Namoros cheirosos, na praia, deitados.

Sonhos, sonhos de amor, enquanto Marte descia à Terra. Sonhos de esperança, vontade e fé. Sonhos idealistas, promessas para sonhadores e atitudes altruistas.

Promessas, sonhos e ilusões.

Perdi-te Marte. Não ficaste cá o tempo suficiente.

Perdi-te Marte. E perdi um amor diferente. Esqueceste que esse, esse, só a ti pertenceu. Sempre.

segunda-feira, abril 24, 2006

(Poema) Primavera Paixão

... este cheiro retira-nos qualquer resquício de lucidez... este maldito e fantástico cheiro consegue reduzir ao de todo invisível, os nossos equilíbrios, a nossa imparcialidade e a nossa moral...

Cheira a primavera e a verão, a alegria e a paixão.

Primavera paixão, momentos raros de emoção. Sensações de imortalidade, de grandiosidade, de invencibilidade. Sensações de alegria, de juventude, ilusões de forças celestiais.

Primavera paixão, sentidos raros de união. Emoções do olfato, da pele, do coração. Emoções da química, do toque, ilusões de poderes fenomenais.

Curiosa droga esta...

sexta-feira, março 10, 2006

(Pensamento) Opiniões

Por vezes, termos uma opinião definitiva, equilibrada e sensata sobre determinado assunto, envolve uma complexa conjugação e controlo de variados sentidos - desde os mais primários, como o ciúme e a raiva, aos mais elaborados, como o sentido de justiça e de equidade.

sábado, fevereiro 18, 2006

(Poema) Saudade

Vai-se a paixão, a amizade e o afecto,
fica a saudade.
Vai-se o amor, o respeito e a fé,
e fica a saudade.
Vai-se o sonho, a ilusão e a esperança,
e, ainda assim, fica a saudade.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

(Pensamento) Burrices

Não saber não faz de nós pessoas burras...
ser burro é saber e não agir.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

(Pensamento) Sensatez

A sensatez aumenta com a maturidade e com a inteligência.

Infelizmente, as duas últimas características não abundam nos tempos que correm.

Assistimos assim, ao pulsar de uma sociedade revoltada, impaciente, incapaz de pensar, egoísta, sem auto-estima ao escudar-se na aparência, debilitada nos seus valores morais, propensa ao imediatismo e incapaz de levantar o olhar para o futuro.

Assistimos ao pulsar de uma sociedade nada condescendente porque, na ânsia de singrar, cada um tenta pensar apenas em si e para si, sem perceber que o que os rodeia determina também a sua direcção.

A sensatez é mesmo o reflexo da maturidade e da inteligência.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

(Pensamento) Aparências

O Homem vive numa sociedade de aparências, na qual a preguiça de pensar é um atalho para o disparate.

Pudesse Ele, através do pensamento, perceber a essência da vida e tudo seria mais simples, mais leve e muito, muito mais bonito.

terça-feira, novembro 15, 2005

(Poema) Sempre

Vou amar-te sempre.
Sempre.
Tal como ontem, hoje e amanhã.
Sempre, meu amor.
Sempre.
Porque sei que ontem assim foi,
hoje é,
e amanhã também será.
Sempre.

terça-feira, outubro 11, 2005

(Pensamento) Às Vezes Páro

... às vezes páro. Às vezes páro, e ouço, observo, e olho. Muito, com muita atenção. Liberto por momentos a minha alma para que ela possa absorver tudo o que os meus sentidos vão sentir.

... e deixo que o que os meus sentidos recolhem, informações tão límpidas e claras, sejam processadas cá dentro sem defesas: apenas com emoção; alegria ou tristeza, raiva ou orgulho, satisfação ou frustação.

... às vezes páro. E olho para todos vós. E, invariavelmente, me recordo do que vocês eram e no que vocês se tornaram. Não por nossa obra ou por nossa causa, mas ao nosso lado, connosco. E fico feliz, muito feliz.

... às vezes páro. E também olho para mim. E fico feliz, muito feliz, quando as coisas que tanto esforço e sacrifícios me custaram, têm resultados fora de série, excelentes.

... às vezes páro. E também percebo que por vezes, por muitas voltas que dê, há soluções para determinados problemas que não consigo encontrar.

... ontem parei por momentos. Hoje também por momentos parei...

... às vezes páro. E quando páro, coincidência ou não, chego sempre ao mesmo sítio, à mesma conclusão, à mesma emoção: o orgulho, tão grande e tão forte, que sinto por todos vós, sem diferenças e excepções.

Aos meus Amigos.